Educação Inclusiva

Como saber qual a melhor escola para crianças com necessidades educativas especiais?

Para saber qual é a melhor escola para crianças com necessidades educacionais especiais é preciso ouvir a criança, os familiares que acompanham suas aprendizagens e a escola. Atualmente, os gestores de escolas públicas empenham esforços para que a criança estude na escola mais próxima de sua casa para facilitar sua ida e vinda, diminuir o tempo de trânsito e, principalmente, para que a criança estude com outras crianças que moram na mesma área de vizinhança, pois com elas poderá criar vínculos que poderão se estender em outros espaços da comunidade. Os pais das crianças pequenas também se beneficiam com a proximidade da escola, pois percorrem em menos tempo o trajeto para levar e buscar o(a) filho(a). Do mesmo modo se necessitam do transporte público ou transporte escolar acessível. Superados os entraves do caminho casa-escola, é preciso que a criança goste da escola, que tenha prazer em ali estar, que não ofereça resistência, diariamente, para ir às aulas. Uma criança com necessidades educacionais especiais pode morar perto da escola, gostar de lá estar, mas não estar desenvolvendo seu processo de aprendizagem. A opinião da criança com necessidades educacionais especiais é importante e a dos seus responsáveis também porque são eles que acompanham diuturnamente o desenvolvimento de seu processo de aprendizagem. Precisam sempre observar e verificar se a criança está aprendendo, se tem companheiros na escola, se recebe atenção da professora, se está se sentindo desafiada, qual sua relação com o conhecimento e sobre seu desejo de aprender. Outro ponto a ser observado é se a escola atende às solicitações dos pais e dos profissionais envolvidos com a criança, quanto aos recursos ou ajudas técnicas de que necessita nos espaços escolares. Se a escola tem salas de recursos ou se está vinculada a outra escola próxima que tenha essa sala, pois o professor especializado poderá auxiliar a criança na busca de recursos ou outras ajudas técnicas que possam facilitar sua aprendizagem na sala comum. O professor da sala comum, por sua vez, poderá fazer adaptações curriculares para que a criança com necessidades especiais desenvolva suas aprendizagens em seu próprio ritmo e condições, contando com os recursos de acessibilidade. Certo dia, em um encontro de formação de professores, uma dirigente de escola pública contou que uma mãe da comunidade veio requerer vaga para seu filho para o primeiro ano. A mãe explicou que ele se locomovia por meio de cadeira de rodas. A diretora solicitou que a mãe a acompanhasse pelas dependências da escola. Subiram e desceram escadas para que a mãe conhecesse as salas de aulas, sala de leitura, de informática, as quadras, refeitório, etc. Como não havia rampas na escola nem elevador a mãe ficou preocupada e a diretora a questionou: a senhora quer mesmo matricular seu filho nesta escola? A mãe respondeu que não, pois o filho não poderia nem chegar à sala de aula! As atitudes dessa diretora estão nutridas em uma concepção de educação especial na perspectiva da integração, ou seja, a criança ou seus responsáveis devem se adaptar às condições da escola. Se isso não acontecer a criança não deve ali estar. As atitudes nutridas em uma concepção de educação especial na perspectiva inclusiva implicam a todos os personagens envolvidos na busca de soluções: criança, familiares, gestores da escola, professores, demais funcionários, Secretaria da Educação. Outro aluno matriculado em escola pública tem deficiência auditiva e passou a usar aparelho auditivo. Quando soava o sinal da escola ele colocava as mãos na cabeça e se desesperava, pois aquele ruído estridente o incomodava demais. A equipe gestora promoveu uma discussão na escola que envolveu a todos e ficou decidido que o sinal seria mudado. A mudança dos tempos da escola seria marcada por meio da música. Os professores decidiram trabalhar os vários ritmos musicais, trocavam o repertório, estimulando as crianças a apreciarem inclusive a músicas clássicas. As necessidades do aluno com deficiência auditiva foram contempladas, qualificando, ao mesmo tempo o projeto pedagógico da escola. A diferença é grande! Para escolhermos uma escola para criança com necessidades educacionais especiais precisamos conhecer a escola e suas normas devem estar de acordo com os dispositivos legais nacionais que defendem a perspectiva inclusiva, para que os direitos educacionais dessas crianças sejam garantidos, sem discriminação.

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