Inclusão Econômica

Como dou feedback para uma pessoa com deficiência da minha equipe que está com o desempenho abaixo do esperado?

O feedback deve ser realizado da mesma forma que é feito com os demais funcionários, porém o gestor do profissional com deficiência deve ter passado por um processo de formação e orientação onde aprende a lidar de forma natural e sem estigmas ou preconceitos com as necessidades deste funcionário. Esse processo garantirá que o gestor se sinta mais seguro na abordagem, orientação e cobrança com relação ao seu profissional com deficiência. Outro aspecto fundamental é a garantia da acessibilidade da comunicação, de forma a garantir o sucesso do processo. Nos casos de deficiência intelectual deve-se exemplificar as críticas e propor alternativas claras e viáveis para o profissional em questão. Nas demais deficiências (física, visual e auditiva) não há adequações na abordagem do feedback. Em linhas gerais, é importante verificar a equiparação de oportunidades no desempenho da função de forma a eliminar barreiras que possam interferir nos resultados do trabalho. Além disso, é importante lembrar que para se implantar um processo de feedback produtivo, respeitoso e comprometido com o desenvolvimento das pessoas, é necessário estabelecer metas e objetivos claros de trabalho para o funcionário. Desta forma, este toma consciência de suas responsabilidades e das expectativas que a chefia e seus pares depositam nele. É importante, por meio de um diálogo claro, objetivo e ético, tratar-se de todos esses aspectos para que, quando for preciso avaliar em conjunto com o funcionário o seu desempenho, este reconheça suas dificuldades e seus pontos fortes com base nos acordos tratados com o seu gestor e a equipe responsável pelo seu processo de inclusão na Empresa. Dadas as condições de acessibilidade mencionadas acima e de acompanhamento constante do funcionário, o processo de feedback deverá transcorrer nas mesmas bases e na mesma periodicidade dos outros funcionários. O feedback não pode ser genérico e sim direto nas explicações, sem criar dúvidas ou falsas expectativas durante o processo. Apenas dizer que algo não deu certo, sem comentários consistentes deixa o feedback sem sentido. É necessário apresentar sugestões de como o processo de trabalho realizado pelo profissional com deficiência poderia ter tido um resultado melhor.

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