Educação Inclusiva

Qual a importância do diagnóstico clínico para as ações educacionais, visando o desenvolvimento do aluno em seus aspectos intelectual, emocional e social?

A questão do diagnóstico clínico como informação que complementa as características pessoais do educando devem ser tratadas no ambiente escolar com muito cuidado e critério para que não se construa uma pedagogia prescritiva baseada em hipóteses e sintomas que passam a explicar o funcionamento do aluno, e até, em muitos casos, constroem prognósticos em relação ao seu processo de aprendizagem. Para se levar em contato o aspecto intelectual, emocional e social relacionados ao desenvolvimento da criança é interessante levarmos em consideração as contribuições de Vygotsky em relação ao desenvolvimento humano e a deficiência. P

ara ele, todo o indivíduo com algum tipo de deficiência é constituído como sujeito a partir de duas dimensões que dialogam permanentemente, sem contudo, sozinhas o definirem: A dimensão primária, biológica, cujas características estão relacionadas ao DNA do indivíduo e seus aspectos orgânicos peculiares. A dimensão secundária histórico social que modifica e constitui características pessoais e estilos de interação com o meio e o ambiente social e cultural que este indivíduo está inserido. Esse movimento dialético permanente, que não poderá ser interpretado numa equação de causa e efeito, independente das formas que o indivíduo utiliza para desenvolver seu potencial de aprendizagem.

Nós educadores devemos sempre apostar na plasticidade do cérebro e no papel estruturante da escola e da convivência social que dela decorre, e onde o aluno é exposto, convivendo com parceiros mais experientes ou compatíveis com sua idade a uma série de experiências significativas contribuindo o seu percurso histórico e como consequência o seu desenvolvimento.

Mais informações A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde da Organização Mundial da Saúde: Conceitos, Usos e Perspectivas http://www.scielosp.org/pdf/rbepid/v8n2/11.pdf

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