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Atividades de ensino ou ação? A prática do professor de sala de recursos multifuncional à luz dos fundamentos da psicologia histórico-cultural

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DESCRIÇÃO:

Presenciamos no contexto da realidade nacional um quadro geral de não aprendizagem, constatado pelos dados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), realizado no ano de 2011. Tais dados comprovam o quanto está ineficiente a aprendizagem da leitura, da escrita e das quatro operações matemáticas nos anos iniciais do Ensino Fundamental, ainda que ilustrado um avanço, o que tem sido objeto de estudo na área da Psicologia Escolar/Educacional.  

Assim, tendo nesse fato uma relevante justificativa, pontuamos como objetivos de nosso trabalho: 1) recuperar aspectos históricos do reconhecimento da educabilidade da pessoa com deficiência e dos aspectos legais que passam a orientar sua escolarização, com a especificidade da Sala de Recursos Multifuncional/Séries Iniciais; e 2) analisar, à luz dos fundamentos da Psicologia Histórico-Cultural, a prática do professor desta Sala, questionando se o trabalho efetivado em tal ambiente se caracteriza como atividade de ensino ou ação. 

Nossa investigação foi realizada vinculada à linha de pesquisa Processos Educativos e Práticas Sociais, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia, da Universidade Estadual de Maringá. Para o presente estudo, utilizamo-nos da pesquisa bibliográfica e da pesquisa de campo; esta composta de entrevistas com duas professoras e duas coordenadoras pedagógicas responsáveis pelo trabalho desenvolvido nesses espaços educacionais.  

Procuramos destacar a função dessa modalidade de ensino, do professor, para a apropriação da aprendizagem formal dos alunos que a frequentam. Questionamos se a prática deste professor é sinônimo de atividade de ensino que objetiva provocar, intencionalmente, a apropriação do conteúdo escolar, ou se ela se caracteriza ação que não leva o aluno a se apropriar dos conteúdos, que não tem um motivo relacionado a um fim – respaldando-nos, então, nos conceitos de A. N. Leontiev (1903-1979). 

No desenvolvimento do trabalho, na Seção I discorremos sobre o percurso de uma educação necessária ao indivíduo diferente daqueles considerados pertencentes a uma média de indivíduos, dos quais alguns, hoje, são encaminhados à Sala de Recursos Multifuncional.  

A partir desse trajeto, na Seção II procuramos salientar a marca da educação para o processo de humanização, tendo como fundamento os pressupostos da Psicologia Histórico-Cultural, elucidando a questão da formação de conceitos, a relação aprendizagem e desenvolvimento e a mediação do professor para a aprendizagem formal.  

Finalmente, na Seção III apresentamos a análise da pesquisa de campo, destacamos a Sala de Recursos, conforme as diretrizes da proposta nacional de Educação Especial e, ainda, descrevemos suas atribuições especificamente no estado do Paraná.  

Concluímos nossa pesquisa evidenciando o fato de que os profissionais da Educação Especial, professoras e coordenadoras entrevistadas, precisam se apropriar dos fundamentos teóricos necessários à atividade de ensino para que sua prática se efetive como atividade.  

Demarcamos a urgente necessidade da implantação de formações específicas ao professor, de forma a habilitá-lo e a instrumentalizá-lo para atuar com vistas a uma educação escolar humanizadora.  

Todavia, ponderamos que uma prática docente que se constitua atividade não condiz com uma sociedade capitalista guiada pelo esvaziamento dos conteúdos, pelo (quase) abandono da teoria. Por isso, o que predomina é a ação descolada do motivo-fim. Contudo, mesmo diante de tão poucas condições para que ocorra a aprendizagem, consideramos fundamental que a luta para a emancipação humana não cesse. 

ANO:

2014

FORMATO:

PDF

AUTORA:

Soraya Klug Possidônio

FONTE:

Universidade Estadual de Maringá – Programa de Pós-graduação em Psicologia 

 

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