Há dezoito anos, pessoas incluindo pessoas

Há dezoito anos, pessoas incluindo pessoas

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Foto de um homem cadeirante em uma bicicleta adaptada, ele está em um espaço aberto e arborizado, com pessoas praticando atividades físicas.

Por Luiza Russo e Flávia Cintra, sócio-fundadoras do Instituto Paradigma

O ano era 2003. O Brasil vivia uma onda de esperança com a visibilidade das pautas da inclusão social e a promessa da redução das desigualdades. A educação inclusiva democratizava o acesso ao sistema público de ensino ao mesmo tempo em que a Lei de Cotas abria espaço no mercado de trabalho para os profissionais com deficiência. O futuro havia chegado. Um mundo mais justo se apresentava possível.

Foi nesse cenário que nascemos como Instituto Paradigma, fruto da experiência acumulada pela Associação Brasileira de Apoio Educacional ao Deficiente – ABAED, ao longo de 12 anos dedicados à educação inclusiva. No dia 06 de maio de 2003, aceitamos o desafio de abarcar na nossa missão, além da educação inclusiva, a promoção da inclusão econômica e da participação social das pessoas com deficiência.

Nesses 18 anos, o Instituto Paradigma abriu estradas e pavimentou caminhos de inclusão pelos inúmeros lugares por onde passou, com parcerias, convênios, consultorias, ações de advocacy e desenvolvimento de projetos que tornaram possível o convívio igualitário entre pessoas com e sem deficiência nos mais diversos espaços.

Novos desafios se impuseram e novos aprendizados foram absorvidos. Nos adaptamos, nos reinventamos e amadurecemos. Hoje, nos vemos imersos em um contexto bem diferente daquele de 2003. Desde 2020, com a pandemia do Coronavírus, a humanidade vive a experiência do isolamento e das restrições tão conhecidas pelas pessoas com deficiência. Para todos, por enquanto, os encontros, os abraços e as rodas de conversa estão suspensos. Após duas doses da vacina, uma parte das pessoas retomará a liberdade possível à vida pós pandemia. Outras, porém, permanecerão isoladas se a sociedade não acelerar seu processo de mudança rumo ao respeito e à valorização da diversidade. Sabemos que o mundo não será mais como antes e estamos fazendo a nossa parte para que o “futuro normal” seja mais inclusivo e sustentável.

Comemoramos o nosso aniversário de 18 anos assim, sem festa e sem brinde, nos solidarizando ao luto que já abate mais de 400.000 famílias brasileiras. Atingimos nossa maioridade com a mesma esperança, trabalhando na gestão do conhecimento acumulado ao longo de nossa trajetória e produzindo conteúdos em atendimento às demandas desses novos tempos. 

Somos pessoas incluindo pessoas. E trabalhamos para apoiar pessoas que incluem pessoas há dezoito anos. Nosso maior desejo é que, nos próximos dezoito, o nosso trabalho não seja mais necessário.

Nós utilizamos cookies para melhorar sua experiência ao navegar por nosso site. Ao continuar utilizando nosso site, entenderemos que você concorda com nossa Política de Privacidade.